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Regras e leis

Lei 14.300 e Fio B explicados de forma simples

02 de novembro de 2026 · 6 min de leitura · Por Central Soluções Energéticas

Se você pesquisa energia solar, já deve ter esbarrado em um nome que assusta: Fio B. Muita gente ouve falar dele e desiste, achando que “a regra mudou e não compensa mais”. Neste guia, a gente explica a Lei 14.300 e o Fio B de um jeito simples, sem juridiquês, e mostra o que isso significa na sua conta de luz.

Um aviso antes de começar: as regras de energia mudam e são interpretadas pela agência reguladora. O que está aqui reflete as informações verificadas em novembro de 2026. Sempre confirme as regras vigentes antes de fechar qualquer projeto, e a nossa equipe faz isso na hora da proposta.

O que é a Lei 14.300

A Lei 14.300, de 2022, é o chamado marco legal da geração distribuída. Ela organiza como funciona a geração de energia por pequenos sistemas, como as placas solares instaladas em casas, empresas e propriedades rurais, e como essa energia é compensada na conta de luz.

Antes da lei, a regra era definida por normas da agência reguladora. Com a lei, o tema passou a ter segurança jurídica, e foi criada uma cobrança gradual pelo uso da rede para quem instala sistemas novos.

Como funciona a compensação de energia

Para entender o Fio B, é preciso lembrar como o sistema funciona. Seu sistema solar fica conectado à rede da distribuidora:

  • durante o dia, ele gera energia que você usa na hora;
  • o que sobra volta para a rede e vira créditos de energia;
  • à noite ou em dias de pouca geração, você usa esses créditos.

É a chamada compensação. A grande pergunta é: quando a energia passa pela rede, ela usa a infraestrutura da distribuidora (fios, postes, transformadores). E é aí que entra o Fio B.

O que é o Fio B

A tarifa de energia tem vários componentes. Um deles é a TUSD, a tarifa de uso do sistema de distribuição, que paga pelo uso da rede. Uma parte da TUSD é conhecida como Fio B, e remunera a infraestrutura da distribuidora.

Antes da lei, quem gerava a própria energia compensava praticamente tudo, inclusive essa parte. A Lei 14.300 mudou isso para sistemas novos: passou a prever que uma parcela da energia compensada pague o Fio B, e que esse percentual aumente ano a ano.

O cronograma do Fio B

O percentual do Fio B que incide sobre a energia compensada segue um cronograma gradual, previsto no artigo 27 da lei:

Ano Percentual do Fio B
2023 15%
2024 30%
2025 45%
2026 60%
2027 75%
2028 90%
2029 em diante Regra definida pela ANEEL

Em 2026, portanto, quem teve o sistema homologado a partir de 2023 paga 60% do Fio B sobre a energia compensada. Para 2029 em diante, a lei prevê que o percentual dependa de uma regra que a ANEEL deverá definir, então não dá para cravar esse número hoje.

E quem já tinha sistema antes da lei?

A lei trata de forma diferente quem já tinha sistema ou fez a solicitação de acesso dentro dos prazos previstos para a transição. Esse tema tem regras específicas e datas que precisam ser verificadas caso a caso. Se você já tem sistema e quer saber como a lei se aplica a você, o melhor caminho é consultar o texto da lei e a sua distribuidora. Para quem vai instalar agora, vale o cronograma da tabela acima.

Então, ainda vale a pena instalar energia solar?

Sim. A Lei 14.300 diminuiu a vantagem em relação ao que existia antes, mas não eliminou a economia. Mesmo com o Fio B, o investimento segue vantajoso para quem tem conta de luz relevante, e o retorno continua atrativo. A conta de luz continua caindo, em uma economia de até 90%, que depende da bandeira tarifária do momento, já que sempre há custos mínimos da distribuidora.

Vale lembrar três pontos práticos:

  1. O impacto do Fio B é proporcional à energia compensada. Quanto mais você consome a própria energia na hora em que ela é gerada, menor o efeito.
  2. A tarifa de energia tende a subir ao longo dos anos. Isso aumenta o valor da energia que você deixa de comprar.
  3. O custo de esperar também conta. Cada mês pagando a conta cheia é um mês sem economia.

Para ver como isso fica no seu caso, faça a simulação de economia, que considera as regras de hoje.

Perguntas que mais recebemos

O Fio B vai aumentar para 100%? Pelo cronograma da lei, a cobrança sobe até 90% em 2028. A partir de 2029, a regra deverá ser definida pela ANEEL. Por isso, qualquer afirmação definitiva sobre o futuro depende de novas decisões regulatórias.

As regras podem mudar de novo? Podem. Leis e regulamentos podem ser alterados, e existem discussões legislativas sobre o tema. É por isso que a nossa simulação sempre vem com o aviso de que os valores dependem das regras vigentes.

A Central cuida disso para mim? Cuida. Na Central Soluções Energéticas, a gente faz o projeto, o financiamento, toda a burocracia com a concessionária e a instalação, e apresenta a economia considerando as regras vigentes.

Como usar essa informação na prática

  • Não decida pelo susto. Compare números reais da sua conta em vez de aceitar a ideia de que “não compensa mais”.
  • Simule com as regras atuais. Peça uma estimativa que considere o Fio B vigente.
  • Veja o pagamento, não só o preço. Com financiamento de 12 a 72 parcelas, a parcela pode ser parecida com a conta de luz atual.
  • Confirme tudo na proposta. Regras de energia são técnicas e podem mudar, então a análise do seu caso é essencial.

Conclusão

A Lei 14.300 trouxe segurança jurídica para a geração distribuída e criou o Fio B, uma cobrança gradual pelo uso da rede. Em 2026, ela é de 60% sobre a energia compensada. Isso reduz a vantagem em relação ao passado, mas a energia solar segue sendo uma forma eficiente de diminuir a conta de luz. A melhor decisão vem de uma simulação feita com a sua conta real e com as regras de hoje.

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